
Seis meses e duas semanas se passaram desde que eu comecei com isso tudo. Aceitei o desafio, a distância, o sonho, e o risco. Desde de perder algum dos 30 vôos que eu tive que pegar até o de me sentir tão alienígena em outro país que nada fizesse sentido. O risco de os objetivos mudarem tanto ao ponto de eu não reconhe-los mais, de não entender as diferenças, de não ter com quem contar... O risco de que a saudade virasse dependência e de que as opções que me restassem vossem deixar tudo pra trás ou definhar um pouco mais por dia, isso seria o fracasso.
Eu apostei no risco, como se me jogasse com tudo naquele jogo de pôquer - do qual eu não entendo muito - e só tivesse minha coragem, minha fé, e um sonho lançados na mesa, a mercê dos dados...
Sabe, eu estudei sobre o risco na escola. Aparentemente falávamos do ramo dos negócios, onde o vocabulário anexado ao assunto nos seria útil. E todos ali tinham opiniões sobre o risco nos investimentos, em aplicar dinheiro, como se houvesse experiência suficiente para jovens de 20 anos. O fato, na verdade, é que todos ali viviam o risco diário de não aproveitar o suficiente, de fazer a escolha errada, ou até de gastar mais do que o permitido em compras e bebidas por causa de um cálculo/expectativas mal feitos. Por mais ridículo que seja, intercâmbio é a respeito do risco.
Então, apesar de existir o 'perigo' de as coisas não terem saído exatamente como eu planejei, elas correram bem de qualquer jeito só por eu ter encarado essa hipóstese do inesperado e ter aceitado que era parte do pacote. Mas o melhor de tudo é que, embora existissem possibilidades infinitas e talvez ruins em certo ponto de vista, eu não tive medo delas. Na verdade, eu nem pensei nelas, pois nada equivale ao fato de eu ter estado aqui. Então, seja qual for o desfecho desse plano, ele já funcionou só por ter acontecido. É muito mais a respeito de tudo que eu pude aprender com os riscos, àqueles que me renderam bons rápidos resultados, e àqueles que me deram mais trabalho.
Mas sem risco, não existe o sonho. Não existe resultado sem expectativa, nem crescimento sem preocupação. E se estar aqui é parte de algum objetivo maior a longo prazo, de um destino que eu tenho tentado alcançar, a máxima reveladora é que "no final das contas, a jornada é o verdadeiro destino".
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- Bom, o risco mais ridículo que eu cometi nas últimas semanas foi o de cair no vício por mas um seriad que, a princípio, eu nem estava gostando tanto assim. Mas agora, se me deixam sozinha com um computador cheio de "One Tree Hill", fico horas por lá mesmo...
- O risco de ficar gordinha, hmm... estamos falando sobre intercâmbio, certo!?
- A foto do post foi tirada em algum lugar do Canadá. Apesar dos riscos, este país é lindoo!!!
- O risco de não querer voltar pra casa? Só se eu pudesse trazer todo mundo pra cá comigo, pois o risco de morrer de saudade eu não vou correr! ;)

Ahhhh bom...se vc quiser ficar por aí, não se esqueça de me enviar p/ ficar aí tb!!! Mas vou ter q levar algumas pessoas tb... rsrsrs
ResponderExcluirJá pensou q confusão?? uaihaiuhauiha ...saudade tão grandeeee!!! Falta pouco!!!!!! beijo bem grande!